terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Ódio e sensibilidade



Duas palavras ficaram em evidência desde o ataque terrorista em Paris devido a uma charge ofensiva a Maomé: ódio e sensibilidade. Isso no mundo, pois no Brasil a palavra ódio já está em evidência desde a última copa, graças a uma “sensibilidade” meio atípica no meio político.


Na eleição de 2014, por exemplo, a campanha do PT não cansava de acusar o adversário de ódio. Desde a Copa a palavra ódio entrou no vocabulário da militância graças aos insultos que a presidente (a) Dilma recebeu de parte da torcida. Qualquer ofensa, insulto - ou quando assim eles consideravam - ao PT vira incitação ao ódio. Pior, odiar o PT significaria odiar o povo. Qualquer ofensa, palavrão ou um gesto infantilmente obsceno é visto como “demonstração de ódio” dos “intolerantes coxinhas”, que assim agem porque “não suportam que o filho da empregada seja doutor” (as aspas indicam clichês).


Achar um bode expiatório é uma das regras para políticos demagogos. Esses bodes viram alvos do ódio de tais políticos (sim, Adolph é um ótimo exemplo). O PT inverteu a coisa, sem mudar a essência: acusar os bodes de ódio. E sim, os judeus da Alemanha eram os “coxinhas” da época.


Um ensinamento atribuído a Lenin - que não vejo exatamente como um ensinamento, mas um lembrete de uma regra natural – diz “acuse os outros daquilo que você é”. Se disse aos seus camaradas algo tão elementar, então ele sabia de com quem estava lidando. Lembrando que a Turma do PT são os atuais seguidores de Lenin no país.
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Dois meses depois, temos o ódio de volta, mas dessa vez é ódio mesmo, mas vista pela esquerda como...sensibilidade. Sim, qualquer coisa ofensiva a Maomé, ou melhor, qualquer coisa que os muçulmanos considerem ofensiva ao profeta, inclusive uma imagem sua, deve ser retaliada da forma que seus seguidores considerem adequada. Em seguida, atacaram um mercado judeu na mesma cidade e massacraram mais de 2000 pessoas na Nigéria. Falta saber que tipo de provocação os judeus do mercado e os cristãos nigerianos fizeram aos hipersensíveis muçulmanos.


Nesse jogo de ódio e sensibilidade, podemos pôr no mesmo lado do tabuleiro junto com os petistas os terroristas, já que ambos são mui sensíveis? Ou colocamos com os terroristas os “coxinhas-que-não-suportam-a-idéia-de-verem-filho-da-empregada-estudar-medicina-na-USP”, já que ambos demonstraram ódio? Ou talvez os chargistas sejam os verdadeiros “incitadores do ódio”, como os coxinhas...Tudo depende de escolher por critérios pessoais quem é quem.
A única certeza que temos nesse caso é que a própria mídia vê os terroristas como os “sensíveis” dessa história, enquanto o “ódio” ficará para os cidadãos que reagirem a essas demonstrações de “sensibilidade”. É só ver nos jornais e na Globo News, entre outros “news” , as palavras islamofobia e extrema-direita.



( Não, para os olhos da esquerda, a mídia ainda não é esquerdista o suficiente, por isso mesmo é tratada como “direitista e conservadora”. Quem sabe quando 70% da mídia estiverem nas mãos de filiados do PT a coisa melhore, não é mesmo?)


Foi-se o tempo em que a ofensa a pessoas sensíveis podia resultar em tristeza, mágoa, depressão e até em suicídio. Hoje, resulta na morte do ofensor ou em acusações levianas. A propósito, chamar mulheres petistas de levianas é demonstração de ódio, viu?


Enfim, a democracia não é um regime para pessoas “sensíveis”.


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