Concentração de renda: esse é o termo para designar o
primeiro pilar das discussões sociais e ideológicas. É como se o sucesso ou
fracasso de uma sociedade dependesse da forma como a renda ou riqueza são
distribuídas. Um equívoco, é claro. Abaixo, elenco alguns dos principais
equívocos sobre o tema:
1) O capitalismo concentra riqueza: tal afirmação
nos leva a crer que a riqueza já existia antes do capitalismo, e não uma
criação do mesmo. Tal afirmação equivale a dizer que os colonizadores
portugueses roubaram boa parte dos
arcos, lanças, ocas e caças dos índios e, por isso mesmo, concentraram suas
riquezas. O que ocorre é que o capitalismo gera a riqueza e pode concentrá-la
nas mãos de poucos. Mesmo a pouca riqueza que sobra para os demais é melhor que
riqueza nenhuma sem o capitalismo!!!
2)
“João ficou rico porque empobreceu o José”:
Embora existam casos assim, o fato é que isso não é capitalismo, nem economia
de mercado ou qualquer coisa semelhante, mas simplesmente roubo, portanto, um caso para a
justiça, não para a economia. O dono da Coca-Cola, por exemplo, não enriqueceu
absurdamente porque roubou ou expropriou pessoas, mas porque vende seus milhões
de produtos em troca-os de um pouco de dinheiro de milhões de pessoas. Quando
compramos uma Coca-Cola, não empobrecemos por duas razões: o gasto com
refrigerante é mínimo, e porque houve uma troca, um acordo: saciar minha sede
em troca de um pouco de dinheiro. Agora multiplique isso por milhões de vezes e
entenderá toda a riqueza do dono da Coca-Cola!!!
Qualquer fraçãozinha que cabe ao proprietário da receita da empresa é suficiente para lhe dar uma vida
nababesca. Se sua riqueza fosse redistribuída em partes iguais a todos os seus
funcionários, cada um teria um acréscimo insignificante em sua riqueza pessoal!!!
3) Quanto melhor a distribuição de renda, melhor a qualidade
de vida: a qualidade de vida pode (atentem ao significado desse verbo) estar
ligada a uma melhor distribuição de renda. Não é uma condição
suficiente e sequer necessária para tal, embora seja desejável sob certas condições. Países como Paquistão e Etiópia possuem índices de gini (medida
que vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de zero, mais bem distribuída é a renda e
vice-versa) pouco superiores a de países europeus e do Japão; devido a isso,
podemos afirmar que a qualidade de vida dos primeiros é só um pouco pior que a
dos últimos? Para maiores detalhes, veja aqui e aqui!!!
4)
Não adianta um país ser rico mas desigual: em
diversas ocasiões, essa opção é melhor que seu inverso – país pobre, mas
igualitário. Seria melhor a população inteira de um país viver na miséria, ou
seria melhor que haja ricos e pobres, mas esses vivendo com alguma dignidade???
5)
Existe concentração porque patrões pagam baixos
salários: isso é parcialmente verdadeiro. Existem
inúmeras causas para a concentração de renda, algumas delas são desconhecidas
ou pouco mencionadas como a estrutura econômica de um país ou mesmo as
diferentes taxas de natalidade entre a população. Veja sobre isso aqui!!!
.
.
.
""Oh, claro, tudo é perfeitinho, é certinho, os pobres tem que continuar pobres porque tá bom assim e que a pobreza não passa de um castigo divino ou é por que pobres são vagabundos. Esses coxinhas mal conseguem disfarçar seu desprezo para com os pobres, e pior, o autor dessa joça é empregado, e fica aí puxando o saco do patrão. Tomara que seu patrão enfie uma na toba desse palhaço para deixar de ser capacho dos ricos e poderosos""". Esse tipo de comentário é padrão para textos desse tipo. São formadores de opinião que não leram, ou se leram não entenderam nada, ou possuem um raciocínio binário, do tipo preto-branco, aceso-apagado, sim-não, não existindo nessas mentes o meio-termo, as opções exógenas ou nulas. Não, não estou justificando nada, nem destilando preconceitos ou bajulando meu patrão, que nunca lê o que escrevo. Estou fazendo aquilo que é o óbvio: identificar a doença - se for uma - para depois usar o remédio certo!!!
O que é mais importante: tirar pessoas da miséria, da pobreza absoluta, ou simplesmente acabar com as desigualdades, mesmo quando isso não significa necessariamente enriquecer os pobres, mas tão somente empobrecer os ricos? Pense nisso!!!
.
.
.
""Oh, claro, tudo é perfeitinho, é certinho, os pobres tem que continuar pobres porque tá bom assim e que a pobreza não passa de um castigo divino ou é por que pobres são vagabundos. Esses coxinhas mal conseguem disfarçar seu desprezo para com os pobres, e pior, o autor dessa joça é empregado, e fica aí puxando o saco do patrão. Tomara que seu patrão enfie uma na toba desse palhaço para deixar de ser capacho dos ricos e poderosos""". Esse tipo de comentário é padrão para textos desse tipo. São formadores de opinião que não leram, ou se leram não entenderam nada, ou possuem um raciocínio binário, do tipo preto-branco, aceso-apagado, sim-não, não existindo nessas mentes o meio-termo, as opções exógenas ou nulas. Não, não estou justificando nada, nem destilando preconceitos ou bajulando meu patrão, que nunca lê o que escrevo. Estou fazendo aquilo que é o óbvio: identificar a doença - se for uma - para depois usar o remédio certo!!!
O que é mais importante: tirar pessoas da miséria, da pobreza absoluta, ou simplesmente acabar com as desigualdades, mesmo quando isso não significa necessariamente enriquecer os pobres, mas tão somente empobrecer os ricos? Pense nisso!!!