quinta-feira, 29 de março de 2018

Cidadãos de bem? Sim, eu e você

Dizem as más línguas que a expressão Cidadão de Bem surgiu com a Klu Klux Klan, na qual seus membros se consideravam "cidadãos de bem", cidadãos superiores aos demais. Posteriormente, foram os nazistas a usarem a expressão maldita. Então, seria errado, uma infâmia, usar tal expressão. Só nazistas, racistas e outros idiotas que se consideram superiores aos outros se consideram "cidadãos de bem". Pois é, a cruz gramada era um símbolo sagrado antes dos nazistas conspurcá-la. Tudo o que foi usado por essa turma, mesmo que usado anteriormente por outros povos, é maculado, ou assim é tratado. Assim é com a expressão Cidadão de Bem.



Será que a esquerda respeita certas "propriedades privadasmesmos que essas tenham sido tiradas de alguém? O caso é ainda mais intrigante pois trata-se de uma simples expressão linguística, algo de domínio público, e não uma de propriedade intelectual. Sei que há algo na psicologia humana que explique isso, embora eu não saiba, mas tenho minhas palpitações. A esquerda divide a sociedade entre ricos e pobres. Como a criminalidade seria uma consequência da pobreza, os criminosos seriam nossos "irmãos" de base da pirâmide social, com a mesma dignidade de um gari que pega dois ônibus para trabalhar. Outra explicação seria a visão esquerdista baseada no "vitimismo", que justificaria uma "justiça", ou uma reparação, enquanto a "direita" ou os opressores vêem a sociedade sob a ótica da superioridade. Meio que explico isso  aqui. Se considerar um Cidadão de Bem seria se considerar superior aos "irmãos" bandidos, e isso é intolerável.



O cidadão de bem de verdade, não aquele que assim se autodenomina, acaba sendo desencorajado a se considerar moralmente superior ao assaltante que o vitimou, pois esse seria vítima de um outro personagem: a sociedade. A sociedade, na visão peculiar dos "antifas", seria uma entidade coletiva formada por todos os conservadores ricos (ou pelo menos, aqueles que tem carro) da sociedade; os demais fariam parte de uma resistência que podemos chamar de "periferia". Resumindo: a opressora entidade chamada Sociedade vitimiza uma parcela da Periferia que acaba se transformando em  "bandidos" e passam a vitimizar a outra parcela ainda incólume, como vítimas de algum experimento que transforma pessoas normais em criaturas raivosas, atacando seus "irmãos".



Ao comparar maldosamente os autodenominados Cidadãos de Bem com membros da Klu Klux Klan ou com nazistas, automaticamente estão comparando negros americanos e judeus a estupradores, homicidas e a assaltantes, essas "vitimas" da Sociedade. Não é de bom tom fazer essa equiparação.



Sim, eu me considero um Cidadão de Bem, até que provem o contrário ou venho a cometer algum crime. Me considero moralmente superior a bandidos, e te considero assim também, mesmo que insista em dizer que Cidadãos de Bem são apenas a direita ou os eleitores do Bolsonaro, o que não é verdade.






O valor da vida na sociedade

Uma das maiores perfídias que escuto por aí, de bocas esquerdistas, é uma daquelas tentativas de superioridade moral quando dizem: "é contra o aborto mas defende a pena de morte". Dizem eles que a vida dos seres humanos são iguais, mas enquanto o feto não é vida..., né? Biológica, química, fisica, matemática, filosófica, religiosa e cosmologicamente, a vida de todo o ser humano é igual. Digo mais: a vida de todos os seres vivos - ao menos no reino animal - são iguais. O problema é que o convívio social acrescenta alguns fatores que simplesmente reduzem esse absolutismo. Em outras palavras: na sociedade, uma vida não é igual às demais.



Certa vez, uma colocação creditada a Dona Maria do Rosário dizia que é melhor um policial morto que três bandidos. As almas mais nobres se indignariam com isso, mas considerando essa tese do igualitarismo humano, a Dona Maria (supondo que foi ela quem disse isso) está certíssima,. Se uma vida é igual a outra, então três vidas valem mais que uma. Nesse ponto-de-vista altamente técnico, é melhor que um pobre trabalhador perca a vida, que os três estupradores que violentaram sua filha, tudo de acordo com as mais sagradas leis naturais. Mas como eu disse, a sociedade - ou melhor, o convívio social - impõe suas próprias regras.



Sobre a perfídia que citei antes, da vida de um bandido valer mais que um feto. Se o feto em um determinado tempo de gestação ainda não é considerado um ser vivente, então, por todos os critérios estabelecidos, seria melhor abortá-lo que matar um bandido, diriam. O Direito À Vida pregado no artigo 5º da Constituição seria apenas o direito de mantê-la, não de adquiri-la. Socialmente, o feto, mesmo ainda não tendo vida, é o ser mais inocente da humanidade, mais isento de culpa que qualquer criança. Caso o Direito À Vida seja apenas manter a vida, então um feto ainda sem vida vale tanto quanto um criminoso de alta periculosidade: nada.



Mas e a tal ressocialização do criminoso ao invés de mata-lo? Primeiramente, Fora Tendenciosidades de apoio ao bandido. Em seguida, o principal papel da prisão é a punição. O bandido (quando falo em bandidos, falo de criminosos de alta periculosidade, não de ladrões de galinha) se sentiria tranqüilo se  seu crime fosse pago com ressocialização, e não com punição. Incentivo maior para a criminalidade, só a impunidade. Matar seria a solução? Dependendo do caso, mas quando digo que a vida de um bandido não vale nada ou que Bandido Bom é Bandido Morto, não defendo necessariamente a pena de morte, defendo apenas que ele pode morrer de uma forma ou de outra, que seria um alívio para a perversa sociedade do qual você faz parte. Se pessoas boas morrem, porque não pessoas más não podem ter o mesmo destino?



O que faria a vida de uma pessoa valer mais que as outras? O primeiro critério seria o familiar. Se tivesse que escolher entre a vida de um familiar e a vida de outra pessoa, de um estranho, de quem você escolheria? Fora do âmbito familiar, podemos dizer que um bandido que põe em risco dolosamente a vida de outras pessoas não necessariamente merece viver, principalmente se é um que recebeu uma segunda chance e voltou a pôr a vida de outros em risco ou em grave violação física ou mental. Podemos ser contra a pena de morte, até porque isso envolve novas implicações, mas não é de bom tom lamentar a morte de um bandido, a menos que seja alguém de sua família ou mesmo um amigo.



Biológica, química, fisica, matemática, filosófica, religiosa e cosmologicamente, a vida de todos são iguais. Até a vida dos animais teria o mesmo valor que a nossa (que digam os veganos), aliás, a vida de um animal, inocente por natureza, vale mais que a de um bandido, ao menos para mim. A sociedade exige "leis complementares" e essa é uma delas.



terça-feira, 27 de março de 2018

Mudança de nome

O nosso glorioso Chistes Infames cresceu e assim conseguiu o direito de mudar seu próprio nome, mas não de sexo. Agora passa a se chamar Página Fascista, numa clara alusão ao reductio ad fascistum de nossos intelectuais de sempre. Nem sei como não pensei nesse ótimo nome antes, mas enfim... O conteúdo é o mesmo de sempre: fascismo para todos os lados, porque fascismo pouco é viadagem.