Duas palavras ficaram
em evidência desde o ataque terrorista em Paris devido a uma charge
ofensiva a Maomé: ódio e sensibilidade. Isso no mundo, pois no
Brasil a palavra ódio já está em evidência desde a última copa,
graças a uma “sensibilidade” meio atípica no meio político.
Na eleição de 2014,
por exemplo, a campanha do PT não cansava de acusar o adversário de
ódio. Desde a Copa a palavra ódio entrou no vocabulário da
militância graças aos insultos que a presidente (a) Dilma recebeu
de parte da torcida. Qualquer ofensa, insulto - ou quando assim eles
consideravam - ao PT vira incitação ao ódio. Pior, odiar o PT
significaria odiar o povo. Qualquer ofensa, palavrão ou um gesto
infantilmente obsceno é visto como “demonstração de ódio” dos
“intolerantes coxinhas”, que assim agem porque “não suportam
que o filho da empregada seja doutor” (as aspas indicam clichês).
Achar um bode
expiatório é uma das regras para políticos demagogos. Esses bodes
viram alvos do ódio de tais políticos (sim, Adolph é um ótimo
exemplo). O PT inverteu a coisa, sem mudar a essência: acusar os
bodes de ódio. E sim, os judeus da Alemanha eram os “coxinhas”
da época.
Um ensinamento
atribuído a Lenin - que não vejo exatamente como um ensinamento,
mas um lembrete de uma regra natural – diz “acuse os outros
daquilo que você é”. Se disse aos seus camaradas algo tão
elementar, então ele sabia de com quem estava lidando. Lembrando que
a Turma do PT são os atuais seguidores de Lenin no país.
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Dois meses depois,
temos o ódio de volta, mas dessa vez é ódio mesmo, mas vista pela
esquerda como...sensibilidade. Sim, qualquer coisa ofensiva a Maomé,
ou melhor, qualquer coisa que os muçulmanos considerem ofensiva ao
profeta, inclusive uma imagem sua, deve ser retaliada da forma que
seus seguidores considerem adequada. Em seguida, atacaram um mercado
judeu na mesma cidade e massacraram mais de 2000 pessoas na Nigéria.
Falta saber que tipo de provocação os judeus do mercado e os
cristãos nigerianos fizeram aos hipersensíveis muçulmanos.
Nesse jogo de ódio e
sensibilidade, podemos pôr no mesmo lado do tabuleiro junto com os
petistas os terroristas, já que ambos são mui sensíveis? Ou
colocamos com os terroristas os
“coxinhas-que-não-suportam-a-idéia-de-verem-filho-da-empregada-estudar-medicina-na-USP”,
já que ambos demonstraram ódio? Ou talvez os chargistas sejam os
verdadeiros “incitadores do ódio”, como os coxinhas...Tudo
depende de escolher por critérios pessoais quem é quem.
A única certeza que
temos nesse caso é que a própria mídia vê os terroristas como os
“sensíveis” dessa história, enquanto o “ódio” ficará para
os cidadãos que reagirem a essas demonstrações de “sensibilidade”.
É só ver nos jornais e na Globo News, entre outros “news” , as
palavras islamofobia e extrema-direita.
(
Não, para os olhos da esquerda, a mídia ainda não é esquerdista o
suficiente, por isso mesmo é tratada como “direitista e
conservadora”. Quem sabe quando 70% da mídia estiverem nas mãos
de filiados do PT a coisa melhore, não é mesmo?)
Foi-se o tempo em que a
ofensa a pessoas sensíveis podia resultar em tristeza, mágoa,
depressão e até em suicídio. Hoje, resulta na morte do ofensor ou
em acusações levianas. A propósito, chamar mulheres petistas de
levianas é demonstração de ódio, viu?
Enfim, a democracia não
é um regime para pessoas “sensíveis”.