Babaquice. É babaquice comemorar algo tão alienígena a nossa realidade quanto o Dia das Bruxas. E olha que isso não nos foi imposto pelo poderio bélico norte-americano ou qualquer coisa cultural equivalente. Alguém, algum brasileiro, simplesmente trouxe uma muda dessa efeméride, e por aqui vingou. Somos um solo fértil para tudo o que é inútil, enquanto coisas boas que porventura são jogadas nesse solo não vingam direito!!!
Mas para justificar essa babaquice, alguém no Facebook recorreu a um bom argumento, mas se devidamente perscrutado, veremos que o mesmo é...babaca. Diz que o computador e o próprio Facebook são invenções americanas que nós usamos. Seríamos dependentes dos inventos americanos. É verdade, mas ainda não vi a utilidade de uma efeméride que nada tem a ver com nós. Datas comemorativas não tem utilidades, como um computador ou o Facebook, mas devem ter algum sentido de existir. E o Halloween não tem sentido algum aqui. Quanto ao Facebook, além de sua potencial utilidade, ele tem impressões digitais brasileiras!!!
Mas para combater tamanha babaquice, só mesmo...outra babaquice. Já falam em O Dia do Saci. Ora, comemorar o Dia do Saci é o mesmo que comemorar o dia do gnomo, do duende, da fada...No caso do dia das bruxas americanas, ainda há uma explicação histórica para isso (procurem no Google a respeito), mas não há nenhuma associação possível entre a lenda do saci a algum evento ou personagem histórico. Nem mesmo a imaginação brasileira conseguiu associar o personagem a algum herói anônimo, como algum escravo ou ex-escravo!!!
Ora, por que não comemorarmos o dia da vinda (para não falar outra coisa) da Família Real ao Brasil? Estatista-elitista demais, né? Como se brasileiro não gostasse do único rico no país: o Estado. Apesar dos pesares, a história do Brasil se divide em antes e depois desse evento. Mas o brasileiro quer babaquice, nacional ou importada!!!
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Felizmente começamos a reagir a altura: estamos exportando Michel Teló para os gringos. Até soldados sanguinários que atacam flotilhas humanitárias cheias de estilingue e barras de ferro se renderam a nossa babaquice. A diferença é que Michel Teló passa, já a nossa babaquice, seja de onde vier, é a nossa marca registrada!!!