segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Crises começam em casa!!!

Crises, crises, CRIIIIISEEEESSS, só há crises no Brasil e agora no mundo. Há crises para todos os gostos, grau de escolaridade e classes sociais, mas uma que me chama a atenção no momento é a crise moral, cuja consequência maior são os elevados índices de criminalidade que se espalham para lugares até então seguros, como as cidades com até 5.000 habitantes.  E não, não adianta mostrar imagens de presídios superlotados ou deteriorados pois isso não os intimida, talvez por estarem certos de que jamais acabarão nesses salutares estabelecimentos. E não, não adianta tirar as armas de fogo do cidadão, pois aumentou o número de mortes por facadas ou outros instrumentos, e por motivos fúteis. Será que esses assassinos aderiram ao desarmamento? Sem falar da gravidez precoce, consumo de drogas, etc...E não adianta mais fazer campanhas contra as drogas, pelo uso da camisinha, e tudo mais, porque nada disso adianta mais.  Por que nada disso adianta mais, pergunto eu???

Geralmente, não existe uma única causa para os diversos fenômenos sociais. Tudo na sociedade tem várias causas, e em alguns casos, uma causa potencializa a outra. No caso dessa crise moral, uma das causas é a inexplicável tolerância de muitos pais em relação às “travessuras” dos filhos. Parece que o único limite das crianças de hoje é o físico, pois não brincam mais fora dos limites dos portões da casa. A repressão dos pais de outrora foi substituída pela inabilidade de impôr os limites que realmente interessam. Um dos motivos é que, hoje, os pais trabalham, em muitos casos as mães criam sozinhas seus filhos, trabalham fora, levam seus filhos na escola, devem acompanhar seu desempenho escolar...é uma sobrecarga, e os filhos, por sua vez, acabam não recebendo os devidos limites e não raramente caindo nas garras das “más companhias”. Tudo muito compreensível, não fosse algumas exceções, daqueles que delegam às escolas a formação moral dos filhos; para esses país, a escola deve fazer isso sem relar um dedo nos filhos; pôr de castigo na frente da sala então, nem sonhando, até porque sempre haverá alguma diretora, dono da escola ou secretária da educação que farão a devida justiça contra o pobre professor que ousar aplicar esse método fascista-conservador;  sem falar que esses pais modernos passaram a culpar os professores pelo baixo desempenho escolar do filho. Essa é a primeira semente de uma árvore que talvez ainda não cresceu. Há também os casos de pais que até defendem seus filhos das reclamações dos vizinhos e da escola. Esse é o comportamento paterno/materno dos mais intrigante e que gostaria de falar sobre isso, mas é algo que merece um estudo aprofundado. E há um terceiro tipo que são os pais ausentes, que não dão a mínima para os filhos, e esses, por sua vez, acabam desesperadamente procurando uma forma de cobrir essas carências e não há nada na sociedade que lide com isso!!!

 Outra causa é a inexistência nas sociedades modernas de algum ritual de passagem da fase infantil para a fase adulta ou semi-adulta (adolescência). Na inexistência disso, os próprios jovens vão atrás de algo para afirmar para si próprios e aos outros que não são mais crianças. Daí vem o sexo precoce, as drogas I, as drogas II, III e IV. Antigamente, os meninos eram levados por seus pais aos bordeizinhos da vida para iniciá-los na vida sexual assim que chegassem na puberdade, ou teriam sua iniciação com alguma bondosa e solitária senhora de meia-idade. Hoje, como tudo é mais moderno e  “macho”, os rapazes perdem suas virgindades com meninas da mesma idade, e a tal senhora bondosa e solitária seria acusada de pedofilia graças ao excesso de proteção que os menores recebem de um Estado que tem dificuldades em encontrar algo mais útil para fazer, embora existam muitos (não olvidemos da Lei das Palmadas). E claro, há também a violência doméstica; as igrejas deveriam lutar contra isso ao inves de perderem tempo contra a união homossexual, a menos que acreditem que essa violência seja um pequeno preço a se pagar para manter os “valores familiares”, ou pior, que tal violência faça parte desses mesmos “valores”. Nem mesmo a chamada Marcha das Vadias toca no assunto, até porque estão mais preocupadas com os direitos das mulheres solteiras e sem filhos!!!

Tudo começa na família, mas é claro que a mídia tem a sua parcela de culpa. Num país onde famílias não dão a mínima para a leitura e onde as crianças não podem ultrapassar os limites impostos pela cerca do pátio (por motivos de... segurança), a TV, os video-games e a internet acabam se tornando as grandes  babás  eletrônicas. Meninas de seis anos sendo erotizadas com naturalidade perturbadora em programas de auditório E ATÉ EM APRESENTAÇÕES ESCOLARES, como se quaisquer consequencias futuras não saissem da porta.. Desse modo, a sociedade tem sua parcela de culpa pela crise, mas não da forma que tanto exaltam, até porque o termo “sociedade”, nesse famoso caso, não passa de uma acusação indireta à classe média. Enfim, a “sociedade” também é culpada, mas não vitimiza ninguém!!!

Alguém consegue imaginar uma sociedade onde um terço dos pais adotaram pelo menos um desses “métodos” para criar seus filhos? Aí vem nossos ideólogos de plantão prontos para justificar a criminalidade, transformando vítimas em culpados e vice-versa, alguns chegando ao absurdo de culpar a ostentação pela criminalidade. E para piorar, esses “intelectuais” já chegaram ao poder, e agora querem proibir policiais de atirar em bandidos e beneficiar ladrões. Pior que tá vai ficar. Paralelamente a isso tudo, condenam o crescimento da população carcerária, como se isso fosse a grande causa da violência ou que cidadãos comuns fossem simplesmente jogados numa cela sem nunca terem cometido um único crime. Haja nervos e paciência para ouvir isso!!!

Será que dei todas as possíveis causas por essa crise? Não, ainda falta saber porque crianças que tiveram uma educação “normal” cairam nas garras da criminalidade. É um mistério que não quero nem ouvir o que nossos “especialistas” no assunto tem a dizer. A bem da verdade, aqui no Brasil e talvez no exterior, a única especialista em comportamento infantil é a SuperNanny. Quero a SuperNanny resolvendo essa nossa crise moral, ou ao menos, evitando que ela se perpetue, e não a dona Maria do Rosário!!!

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